Quando um contrato de trabalho termina — por pedido de demissão, dispensa ou acordo —, é comum que o trabalhador receba vários documentos de uma só vez, em um momento que costuma ser corrido e, muitas vezes, delicado. Guardar esses papéis de forma organizada faz diferença: são eles que permitem conferir, com calma, se tudo o que era devido foi corretamente pago.
Documentos ligados diretamente à rescisão
- Termo de rescisão do contrato de trabalho (TRCT), que discrimina as parcelas pagas;
- Comprovante de pagamento das verbas rescisórias;
- Extrato do FGTS e, quando houver, a guia para saque e o comprovante do depósito da multa;
- Guias do seguro-desemprego, nos casos em que ele é devido;
- Comunicação de dispensa ou pedido de demissão, conforme o caso;
- Comprovante do exame demissional.
Documentos de todo o período trabalhado
Além dos papéis da rescisão, os registros do dia a dia do contrato costumam ser os mais importantes quando surge alguma dúvida. Vale guardar:
- Contracheques (holerites) de todo o período;
- Registros de ponto ou espelhos de jornada, quando o trabalhador tiver acesso a eles;
- Contrato de trabalho e eventuais aditivos;
- Comunicações relevantes com a empresa, inclusive por e-mail ou aplicativos de mensagem;
- Comprovantes de despesas relacionadas ao trabalho, quando havia reembolso;
- Atestados e documentos médicos ligados a afastamentos.
Por quanto tempo guardar
Como regra geral, a lei estabelece prazos para que o trabalhador possa questionar valores do contrato: o mais lembrado é o de dois anos após o fim do contrato para eventual ação trabalhista, que pode alcançar os últimos cinco anos do vínculo. Por prudência, o ideal é conservar a documentação por, no mínimo, esse período — e, quando possível, por mais tempo, especialmente documentos ligados a FGTS, previdência e saúde.
Uma organização simples já resolve
Não é preciso nenhum sistema sofisticado: uma pasta física para os originais e fotos ou digitalizações salvas em um serviço de armazenamento em nuvem já oferecem boa segurança. O importante é que os documentos estejam legíveis, completos e acessíveis caso seja necessário analisá-los no futuro.
Se, ao conferir a documentação, algo parecer incompleto ou diferente do que foi combinado ao longo do contrato, esse é um bom momento para buscar orientação profissional e entender, com base na sua situação concreta, quais caminhos existem.
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